segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Mudanças, já!


Não podia enxergar nada além de imagens embaçadas, lutar para não demonstrar o que sentira se tornou algo que costumava fazer sempre que a dor se tornava insuportável, quando não podia mais guarda-las, e torna-los gritos de desespero, que até agora só ecoavam dentro de mim e que insistiam em torna-los tão reais quanto o líquido salgado que não parara de escorrer sobre minha pele. Por mais que eu enxuga-se, novas as tomavam o lugar. Aquilo que me sufocava não tinha um motivo mas, vários. Cansada do mesmo, das mesmas brigas fúteis, conversas que não levavam em nada, pessoas idiotas, amizades vazias.
Todo ano as pessoas pedem que hajam mudanças, novos amores, novas amizades, novas aventuras, mas sempre são preces em vão, pelo menos isso se coloca ao meu caso. Afundar em histórias de romance, me impedem de não ver a catástrofe que se tornou a minha, mergulhar em mim se tornou meu refúgio da vida real, contar os dias para não ver mais os rostos que pra mim já se tornaram comuns, acordar e saber que o ontem assombra o hoje se torna meu desânimo de sorrir e encarar, onde a palavra mudança esta longe de se tornar real. Ora nas pessoas, ora em minha vida, ora em mim.

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